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Cenas dos próximos capítulos: vem aí uma guerra contra a pirataria na Web

Por: Kiko Machado on quarta-feira, 20 de agosto de 2014 | 23:15


A primeira indústria de entretenimento atingida pela pirataria foi a indústria fonográfica. para evitar sua falência total, uma verdadeira guerra foi travada para se coibir o download de música entre usuários. Serviços como o iTunes, da Apple, criaram um novo modelo de negócios sustentável.

Com a experiência, a industria do cinema e TV nos EUA se prepararam e fazer um download de um programa de TV ou filme nos EUA é um risco muito grande que poucos querem correr. Por conta disto, inúmeros dispositivos capazes de reproduzir conteúdo de forma legal são disponibilizados no mercado americano, além dos serviços OTT como o NetFlix e sites na internet como Hulu ou Youtube.

Este novo contexto está mudando a indústria televisiva nos EUA e, certamente, chegará aqui no Brasil. Estes serviços e dispositivos que reproduzem conteúdo não "explodiram" no mercado nacional. O senso comum é dizer que a internet brasileira é de má qualidade, o que inibe a venda ou adoção dos consumidores brasileiros. A verdade aparenta ser outra. Não é a internet que é de má qualidade... É a pirataria que é gigantesca. Não há a necessidade de gastar comum um serviço de streaming de vídeo se é tão fácil e simples piratear séries e filmes no Brasil. Levantamento divulgado recentemente comprova que o Brasil lidera o ranking mundial em pirataria (ver matéria completa aqui) de séries e filmes.

Lista com as dez séries com maiores números de downloads ilícitos no segundo quarto de 2014

1 - Game of Thrones: 298,9 milhões de downloads

2 - The Big Bang Theory: 63,2 milhões

3 - Orange is The New Black: 60,8 milhões

4 - Mad Men: 55,7 milhões

5 - Arrow: 53,2 milhões
6 - How I Met Your Mother: 51,5 milhões

7 - The 100: 50,1 milhões

8 - Fargo: 46,8 milhões

9 - Modern Family: 44,7 milhões

10 - 24: Live Another Day: 43,8 milhões

O Brasil é um dos poucos mercados de TV aberta que possui volume de investimentos publicitários consideráveis. De acordo com o Grupo de Mídia São Paulo, a TV recebeu 66,5% dos investimentos publicitários em 2013. Mas como ficaria o mercado de TV se as autoridades brasileiras fechassem o cerco à pirataria?

Esta é uma resposta complexa. Os números dos downloads ilícitos são expressivos e impactariam a audiência das emissoras pagas se as pessoas fossem obrigadas a assistir seus programas preferidos pela TV paga. Se o lobby das operadoras de TV paga conseguir forçar as autoridades brasileiras a combater e punir exemplarmente a pirataria, isto poderia significar aumento nas receitas tanto de novas assinaturas, como de publicidade. Porém, muitos poderiam não aderir aos planos da TV paga e se voltar para os serviços de OTT. Se isso acontecer, é provável que as produtoras das séries autorizem a comercialização pelos dispositivos de streaming como Apple TV, Fire TV ou Roku. Em qualquer cenário, a TV aberta perde e caso eles venham a se confirmar, a TV será obrigada a investir em programas ou conteúdo ao vivo, formato que ela dificilmente será ameaçada.

A questão é que realmente chama a atenção a quantidade de downloads realizada no Brasil e a condescendência das empresas donas dos direitos autorais dessas obras. Por que isso acontece no Brasil? Quem ganha com a pirataria?
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